Agência Internacional AhlulBayt (A.S.) – ABNA: Uma das declarações mais profundas do Imam Khomeini, em resposta à pergunta “por que você confrontou os poderosos?”, foi:
“Se os profetas erraram ao enfrentar os opressores, então nós também erramos.”
Essa frase curta, porém carregada de significado, resume a filosofia política dos profetas: eles não vieram apenas para ensinar moralidade, mas para combater a injustiça e a tirania.
A luta contra o tirano no Alcorão: missão comum de todos os profetas
O Alcorão declara claramente que a missão dos profetas inclui combater o tirano e estabelecer a justiça:
“Enviamos a cada comunidade um mensageiro: adorai a Deus e evitai o tirano.”
Esse versículo mostra que evitar a tirania é inseparável da fé.
Outro versículo afirma:
“Os que creem lutam no caminho de Deus, e os descrentes lutam no caminho do tirano.”
Isso estabelece uma distinção clara entre o caminho da fé e o caminho da opressão.
O Alcorão também adverte:
“Não se inclinem para os injustos, pois o fogo vos atingirá.”
A prática dos profetas no enfrentamento dos opressores
Os profetas sempre foram exemplos de resistência:
- Abraão enfrentou Nimrod e proclamou o monoteísmo.
- Moisés enfrentou o Faraó e libertou seu povo.
- O Profeta do Islã enfrentou líderes poderosos que perseguiam os crentes.
Esses exemplos mostram que a luta contra a injustiça sempre fez parte da missão profética.
Fundamentos jurídicos da resistência
- Princípio da rejeição da dominação:
O Alcorão rejeita qualquer forma de dominação injusta sobre os crentes. - Obrigação de promover o bem e combater o mal:
O silêncio diante da injustiça não é permitido.
O Imam Ali afirmou:
“Aquele que pratica ظلم, aquele que o aceita e aquele que o apoia são parceiros na injustiça.”
O pensamento do Imam Khomeini: continuidade da missão profética
O Imam Khomeini considerava a luta contra a opressão como um dever religioso. Ele via a resistência como continuidade do caminho de Abraão, Moisés e do Profeta Muhammad.
Para ele, qualquer forma de submissão à injustiça era inaceitável, e a luta contra o poder opressor era uma obrigação permanente.
Conclusão
A luta contra a injustiça não é apenas uma escolha política, mas um dever religioso, racional e humano.
Os profetas vieram para enfrentar os opressores. Os líderes espirituais seguiram esse caminho. E a responsabilidade atual é continuar essa trajetória.
Se combater a opressão fosse um erro, então toda a história dos profetas estaria equivocada — algo que nenhuma razão aceita.
Portanto, o caminho é claro: resistir à injustiça até que a justiça prevaleça em toda a humanidade.
Referências
- Declarações do Imam Khomeini (1983/12/25)
- Alcorão Sagrado, Surata An-Nahl, versículo 36
- Alcorão Sagrado, Surata An-Nisa, versículo 76
- Alcorão Sagrado, Surata Hud, versículo 113
- Wasa’il al-Shia, vol. 11, p. 410, hadith 6
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