8 abril 2026 - 09:45
A missão dos profetas no combate aos tiranos e opressores à luz do Alcorão e das tradições

O Alcorão considera o objetivo da missão dos profetas como “evitar o tirano” juntamente com a “adoração a Deus”; portanto, combater os opressores faz parte da própria missão, e não é um erro. A conduta de Abraão diante de Nimrod, de Moisés diante do Faraó e do Profeta do Islã diante de Abu Sufyan demonstra que a resistência à injustiça é um dever permanente para todos os muçulmanos. O Imam Khomeini enfatizou essa حقیقت ao afirmar que a luta contra a arrogância global é a continuidade do caminho dos profetas, e que submeter-se aos opressores é contrário ao Alcorão, à razão e à humanidade.

Agência Internacional AhlulBayt (A.S.) – ABNA: Uma das declarações mais profundas do Imam Khomeini, em resposta à pergunta “por que você confrontou os poderosos?”, foi:
“Se os profetas erraram ao enfrentar os opressores, então nós também erramos.”
Essa frase curta, porém carregada de significado, resume a filosofia política dos profetas: eles não vieram apenas para ensinar moralidade, mas para combater a injustiça e a tirania.


A luta contra o tirano no Alcorão: missão comum de todos os profetas

O Alcorão declara claramente que a missão dos profetas inclui combater o tirano e estabelecer a justiça:

“Enviamos a cada comunidade um mensageiro: adorai a Deus e evitai o tirano.”

Esse versículo mostra que evitar a tirania é inseparável da fé.

Outro versículo afirma:

“Os que creem lutam no caminho de Deus, e os descrentes lutam no caminho do tirano.”

Isso estabelece uma distinção clara entre o caminho da fé e o caminho da opressão.

O Alcorão também adverte:

“Não se inclinem para os injustos, pois o fogo vos atingirá.”


A prática dos profetas no enfrentamento dos opressores

Os profetas sempre foram exemplos de resistência:

  • Abraão enfrentou Nimrod e proclamou o monoteísmo.
  • Moisés enfrentou o Faraó e libertou seu povo.
  • O Profeta do Islã enfrentou líderes poderosos que perseguiam os crentes.

Esses exemplos mostram que a luta contra a injustiça sempre fez parte da missão profética.


Fundamentos jurídicos da resistência

  1. Princípio da rejeição da dominação:
    O Alcorão rejeita qualquer forma de dominação injusta sobre os crentes.
  2. Obrigação de promover o bem e combater o mal:
    O silêncio diante da injustiça não é permitido.

O Imam Ali afirmou:
“Aquele que pratica ظلم, aquele que o aceita e aquele que o apoia são parceiros na injustiça.”


O pensamento do Imam Khomeini: continuidade da missão profética

O Imam Khomeini considerava a luta contra a opressão como um dever religioso. Ele via a resistência como continuidade do caminho de Abraão, Moisés e do Profeta Muhammad.

Para ele, qualquer forma de submissão à injustiça era inaceitável, e a luta contra o poder opressor era uma obrigação permanente.


Conclusão

A luta contra a injustiça não é apenas uma escolha política, mas um dever religioso, racional e humano.

Os profetas vieram para enfrentar os opressores. Os líderes espirituais seguiram esse caminho. E a responsabilidade atual é continuar essa trajetória.

Se combater a opressão fosse um erro, então toda a história dos profetas estaria equivocada — algo que nenhuma razão aceita.

Portanto, o caminho é claro: resistir à injustiça até que a justiça prevaleça em toda a humanidade.


Referências

  1. Declarações do Imam Khomeini (1983/12/25)
  2. Alcorão Sagrado, Surata An-Nahl, versículo 36
  3. Alcorão Sagrado, Surata An-Nisa, versículo 76
  4. Alcorão Sagrado, Surata Hud, versículo 113
  5. Wasa’il al-Shia, vol. 11, p. 410, hadith 6

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